Testemunha diz que namorada de jogador da Lusa afirmou estar "cansada de traições"



Três testemunhas prestaram depoimento, nesta terça-feira (9), sobre a morte de Flávia Anahy de Lima, 16 anos, namorada do jogador da Portuguesa Rafael da Silva. De acordo com a delegada Elisabete Sato, responsável pelas investigações, um cozinheiro do bar onde Flávia encontrou Rafael na noite da morte foi ouvido e contou que a jovem disse estar cansada de ser traída pelo jogador.

O cozinheiro disse ainda que conversou com a adolescente porque ela foi perguntar onde poderia pegar um ônibus para a avenida Conselheiro Carrão. O homem teria, então, perguntado se Flávia estava nervosa com algo e a jovem respondeu que tinha visto Rafael com outra pessoa e estava “cansada das traições”.

Flávia morreu depois de cair do 15° do prédio onde morava com o jogador, na Vila Carrão, zona leste de São Paulo, no dia 31 de julho. A morte foi registrada a princípio como suicídio, mas agora a polícia trabalha com a hipótese de morte suspeita. Um inquérito foi instaurado e os policiais aguardam o laudo da perícia, que encontrou o apartamento do casal todo revirado e com sinais de briga.

A delegada ouviu ainda nesta terça-feira dois policiais militares que chegaram no momento da ocorrência. Os dois reafirmaram que a prima,Thayná Lopes, disse no local do ocorrido e na delegacia que Flávia já havia ameaçado se matar caso o namorado a deixasse. Eles teriam dito também que ficaram assustados quando ela negou a declaração.

Perícia

Uma nova perícia realizada nesta segunda-feira (8) encontrou manchas de sangue no elevador do prédio onde o jogador morava com a jovem. As manchas foram encontradas com ajuda do luminol, produto químico usado para identificar marcas de sangue.

De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), a polícia aguarda o laudo da perícia para saber se o sangue é de Rafael. O laudo deve ficar pronto em até 30 dias. Segundo depoimento do jogador, na noite do crime, Flávia teria jogado uma caixa de um aparelho de som e ferido a nuca dele.

Depoimentos

O gerente do bar no qual Rafael estava no sábado (30) - local do início da briga do casal - prestou depoimento. Ele disse que o jogador teria chegado sozinho ao local e não havia bebido. Ele teria ficado meia hora no bar até que um cuidador de carros correu para avisar que Flávia estava destruindo o carro dele. Ela teria batido com um sapato no carro e quebrado o retrovisor. A briga continuou no apartamento.

Mesmo antes do depoimento oficial, os pais de Flávia já haviam afirmado que Rafael havia agredido a namorada anteriormente e deixado hematomas pelo corpo da jovem. Os dois dizem não acreditar na hipótese de suicídio da filha. Testemunhas, como vizinhos e funcionários do prédio já foram ouvidos.

Na quinta-feira (4), a prima de Flávia, Thayná Lopes, afirmou em depoimento que a jovem já havia sido ameaçada de morte pelo namorado. Ela também disse que teria assinado o boletim de ocorrência sobre a morte da prima sem ler e que não teria dado as declarações que estão no documento. No boletim, ela teria afirmado que a Flávia já havia ameaçado se matar.

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