
WASHINGTON — Os Estados Unidos estiveram novamente nesta quarta-feira perto de pedir explicitamente que o presidente da Síria, Bashar al Assad, deixe o poder, mas em vez disso disseram que esse país seria um "lugar melhor" sem ele.
"Uma transição democrática seria o melhor para a Síria, a região e o mundo, e pretendemos ajudar o povo sírio a conseguir a dignidade e a liberdade que pediram e pela qual tanta gente morreu", declarou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.
Washington endureceu ainda mais sua posição, depois que a repressão contra os manifestantes deixou 2.000 mortos, após anunciar novas sanções contra o Banco Comercial da Síria, o maior do país e de propriedade estatal.
A contínua escalada na retórica americana contra Assad, incluindo uma advertência que agora constitui uma fonte de instabilidade na região, alimentou as espectativas de que a administração do presidente Barack Obama pedirá em breve sua saída.
Mas nesta quarta-feira, a Casa Branca manteve a formulação teórica que adotou na semana passada e sustentou que a Síria será "um lugar melhor" sem Assad e que o presidente perdeu sua legitimidade.
"Estamos trabalhando com nossos parceiros internacionais para nos assegurar de que se mantenha e se aumente a pressão", afirmou Carney, assegurando que o isolamento cada vez maior de Assad com o distanciamento de países árabes-chave não era algo "fortuito", mas produto da diplomacia americana.


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