Ministro do Turismo suspende convênios após ação da PF

Em nota divulgada na noite desta terça-feira (9), o Ministério do Turismo afirmou que o titular da pasta, Pedro Novais, suspendeu todos os convênios do ministério com entidades privadas. Funcionários do ministério, entre eles o secretário-executivo, estão entre os presos na Operação Voucher da Polícia Federal.

Segundo a nota, Novais enviou à CGU (Controladoria Geral da União) um pedido para que investigar supostas irregularidades no ministério. Ainda de acordo com a nota, os servidores presos hoje pela PF serão mantidos afastados de seus cargos até o fim das investigações.

A investigação aponta o desvio de verbas destinadas aos convênios firmados entre o ministério e o Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável) para capacitação profissional.

A PF diz que os desvios na pasta podem chegar a R$ 4 milhões. Desse valor, estima-se que 2/3, ou R$ 2,9 milhões, possam ter sido desviados para pagamento de propina. Em São Paulo, a PF apreendeu R$ 610 mil em dinheiro vivo na casa do diretor-executivo da entidade, que não teve o nome divulgado.

Desse valor, estima-se que 2/3, ou R$ 2,9 milhões, possam ter sido desviados para pagamento de propina. Em São Paulo, a PF apreendeu R$ 610 mil em dinheiro vivo na casa do diretor-executivo da entidade, que não teve o nome divulgado.

Leia a íntegra da nota:

"O ministro do Turismo, Pedro Novais, enviou o Aviso nº 82/2011 ao Ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage Sobrinho, solicitando a instauração de uma Comissão de Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para a apuração de possíveis irregularidades em convênio celebrado entre o Ministério do Turismo e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi).

Os servidores presos preventiva ou temporariamente em operação realizada, hoje, pela Polícia Federal, serão mantidos afastados de suas funções durante o prazo de investigação do PAD.

O Ministério do Turismo publicará amanhã a Portaria nº 136, que suspende a assinatura de convênios com entidades privadas sem fins lucrativos pelo prazo de 45 dias, sendo sustado o empenho de qualquer quantia a elas. Clique AQUI para ler a portaria."

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